Resumo Senhora (José de Alencar) Parte I *Contém spoiler

Saraiva
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O livro Senhora, de José de Alencar, possui em sua narrativa uma divisão de quatro partes. Na primeira delas conhecemos Aurélia, uma órfã jovem, rica e encantadoramente bela, que vive na companhia de uma velha e viúva parenta, D. Firmina, e é tutelada por seu tio Lemos.

A linda moça, de apenas dezoito anos, mostrava uma singular maturidade diante de todos os pretendentes que disputavam sua mão, desprezando a todos com desdém, charme e sagacidade, e ainda assim permanecendo adorada por estes. Aurélia sabia que, apesar de sua beleza, nenhum deles se proporia a casar com ela se não fosse por sua fortuna, e por isso permanecia indiferente a qualquer um que lhe demonstrava interesse. A trama se desenrola quando, após uma aparentemente súbita, porém extremamente calculada decisão, a órfã chama seu tutor para uma reunião e lhe revela que escolheu o homem com quem quer se casar, além de um plano elaborado para conseguir o que deseja, uma vez que este já possui certo compromisso com outra.

Sem ainda ter completado trinta anos, Seixas morava em uma casa humilde com a mãe e duas irmãs. Apesar da origem de simplicidade, os traços nobres e a sedutora fisionomia do rapaz lhe possibilitavam conviver com a alta classe. Para bancar os luxos convenientes para tanto, utilizava ele de todo seu salário de empregado público, além de algumas colaborações como jornalista, comparecendo sempre muito bem apresentável e bastante elegante em bailes e diante da sociedade. Surpreendentemente, esse foi o sortudo pretendente escolhido por Aurélia, mas conforme o decorrer da história, o narrador se encarregará de apresentar o passado que uniu de maneira definitiva o destino dos dois.

Após acertar as contas com a até então noiva de Seixas, o tutor de Aurélia, seguindo o plano elaborado por ela, consegue fazer o rapaz aceitar a proposta do casamento de arranjo, com o detalhe de que este solicitou um empréstimo de parte da quantia que lhe foi oferecida pelo compromisso, devido a uma necessidade particular. Grande foi sua perplexidade ao descobrir quem era a mulher com quem iria se casar, e que havia optado por ocultar sua identidade até então. Aurélia, por outro lado, permaneceu com a habitual indiferença em sua maneira de agir. Além disso, fez questão de esclarecer ao noivo que o casamento não passava de uma formalidade exigida por seu status na sociedade, e que não havia motivo especial em ter sido ele o escolhido.

A primeira parte da narração é encerrada quando, na noite após o casamento, no momento em que ambos se encontram a sós em um quarto pela primeira vez, a moça abruptamente se esquiva do beijo que lhe daria seu recém-marido. Então, revela rispidamente o peso que carrega em seu coração, por amar e ter se casado com um homem cuja ambição fala mais alto que o sentimentalismo.

CONTINUA!

parte II

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