Resenha/Resumo filme Gonzaga – de Pai para Filho (Parte III)

Opinião pessoal

Gostei bastante do filme, principalmente porque não conhecia muito sobre Luiz Gonzaga e seu filho, e agora possuo maior entendimento sobre a história de vida e carreira dos dois.

O que senti, em relação a Gonzaga, foi que ele, mesmo depois de famoso, ainda era traumatizado em relação às diferenças sociais. Por ser de uma família humilde e não ter sido alfabetizado, preferia que o filho recebesse uma educação escolar ao invés de ser músico como o pai; achava que ele precisava somente de alguém para bancar seus estudos e bem-estar, e isso, somado a sua carreira e popularidade nacional, acabou fazendo com que faltasse como pai na parte afetiva e amorosa.

Gonzaguinha, por outro lado, não conhecia uma vida onde lhe faltavam bens materiais, mas o fato de não ter um pai presente durante seu crescimento lhe tornou reservado e rancoroso. Além disso, os dois se encontraram em posições distintas na época da ditadura; Gonzaga cantava para os militares, mas o filho era comunista e tinha um espírito mais rebelde. Isso mostra como eram acentuadas as divergências nas formas de pensamento entre os dois, por serem de gerações diferentes e não manterem uma relação de amizade, companheirismo e diálogo entre si.

Mesmo com tudo isso, os dois continuam sendo pai e filho, e após esclarecerem seus sentimentos mais sombrios, o amor entre eles mostra nunca ter deixado de existir. Eles se perdoam de uma maneira bela e comovente, superam os traumas passados e se apresentam juntos pela primeira vez. O desfecho do filme traz gravações reais de Luiz Gonzaga e seu filho, que nos transmitem uma mensagem tocante sobre amor paterno e fraternal.

50 Anos de Filmes
50 Anos de Filmes

FIM!

partes I e II

 

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