Resenha The Sunflower (Richard Paul Evans)

Simon & Schuster
Simon & Schuster

Christine está focada em acertar todos os detalhes de seu casamento com Martin, mas uma semana antes do dia com o qual sonhou desde os dez anos de idade, seu noivo resolve dizer que não está preparado para se casar, e a deixa sozinha e em estado de completo desespero. Ele não da mais sinal de vida a partir de então, e ela passa a semana inteira trancada em seu apartamento. Quando é chegado o grande dia, sua melhor amiga Jessica finalmente consegue permissão para entrar, e a leva para comer, fazer compras e esquecer tudo aquilo por pelo menos algumas horas.

Naquela tarde, Jessica presenteia Christine com uma grande surpresa: uma missão humanitária a Machu Picchu, organizada por uma fundação que busca levar americanos a fazer trabalho voluntário na América do Sul, e para onde Jessica pretende ir com a melhor amiga em busca de uma aventura que a faça tirar da cabeça o casamento que não aconteceu.

Christine considera a ideia maluca e está determinada a não ir, mas ao assistir o vídeo mostrado pela fundação durante uma reunião, ela não consegue negar a possibilidade de fazer algo por pessoas necessitadas, especialmente crianças, que são sua grande paixão. As duas e mais um grupo de americanos de diversas idades liderados por Jim partem então a caminho de Peru, onde acontecimentos inesperados aguardam Christine, que após sofrer uma grande desilusão, acredita que nada será capaz de fazê-la feliz novamente.

Além da idealização do amor verdadeiro, representada no livro por Christine e o médico que ela conhece em sua viagem, a história busca passar lições de vida a respeito da desigualdade social, abandono infantil e viver em função de ajudar o próximo. Comigo, a tentativa foi falha; talvez por ter um contato maior com a realidade que o livro explora, nenhum acontecimento teve o poder de me emocionar e/ou surpreender, e a impressão que ficou foi a de que o público alvo da obra são as pessoas nascidas em países desenvolvidos e que nunca entraram em contato direto com uma realidade diferente e “mais cruel”.

Além disso, a história no geral é rasa e um tanto quanto sem graça. Nenhum dos acontecimentos foge muito do previsível, e os personagens são planos e certinhos demais, quase como se não cometessem falhas e não tivessem defeitos. Com tamanha falta de profundidade e grande idealização do amor, da vida e dos seres humanos, o livro pouco cativa aqueles que o leem esperando algo mais.

Apesar de tudo, a representação de cada um acontece de acordo com o que cada um é e já vivenciou, portanto se a história não funcionou para mim, não significa que não vai funcionar para alguém. A recomendação fica principalmente para os leitores de romances românticos, que encontrarão nesse livro tudo de bonito e perfeito que buscamos no amor verdadeiro, este que pode ser encontrado nos mais inesperados momentos e situações de nossas vidas.

1 Comentário


  1. This is a very good tip especially to those new to the blogosphere. Simple but very accurate information… Thank you for sharing this one. A must read post!

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