Resenha Swiss Army Man

Hank esta perdido em uma ilha e prestes a se suicidar quando encontra um cadáver na beira da praia. Ele desiste da ideia de se matar e utiliza o corpo como um jet ski movido a gases que os tira da ilha pelo oceano e os leva a uma floresta. Surpreendentemente, o cadáver começa a mostrar “sinais de vida”, e com o tempo já esta falando e interagindo com Hank, apesar de ainda não passar de um cadáver incapaz de fazer qualquer coisa por conta própria. Ele revela que seu nome é Manny, mas fora isso não tem lembranças a respeito da vida que levava antes de morrer.

Boomgers
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Além de utilizar o corpo de diversas maneiras em uma constante luta por sua sobrevivência, Hank acaba por desenvolver uma amizade com ele. Uma vez que Manny não se recorda de como é estar vivo, ele questiona a respeito de tudo, e o grande destaque de toda a trama é constante diálogo no qual Hank explica da sua maneira conceitos como o amor, a vida em sociedade, a morte, entre outras coisas profundas, nojentas, as vezes banais, e no geral muito cômicas.

Contando com Paul Dano (Ruby Sparks – A Namorada Perfeita) no papel de Hank e Daniel Radcliffe (mais conhecido como Harry Potter) no papel de Manny, Um Cadáver para Sobreviver (título no Brasil) é um filme que divide a opinião de críticos e do público no geral. A única coisa que se pode afirmar a respeito da produção é que ela não pode ser comparada a nada existente, e essa criatividade definitivamente surpreende. Eu faço parte do grupo de pessoas que assistiu e amou, portanto me senti na obrigação de vir indicar o filme para que vocês possam conferir e tirar suas próprias conclusões.

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Swiss Army Man é um filme maluco. É o tipo de filme que cutuca feridas, que nos leva a refletir a respeito da vida e da morte, das relações humanas e da vida em sociedade e fora dela. Mesmo assim, não deixa de ser maluco, e em muitos momentos nos perguntamos o que é real e o que é pura fantasia da cabeça de Hank, que aparentemente não interage com seres humanos há muito tempo. Além disso, o filme é nojento. Contrastando com a floresta viva e colorida onde os dois protagonistas passam a maior parte do tempo, o corpo de Manny nos causa repulsa. Tudo é feito de maneira tão perfeita na aparência do cadáver que é até possível imaginar o odor que ele emana. Ainda assim, nos apegamos por Manny e sua vontade de experimentar a sensação de estar vivo novamente.

Dano e Radcliffe nos apresentam uma atuação sensacional nos papéis de protagonistas, e o roteiro, trilha sonora e direção são de tirar o chapéu. O ponto negativo que eu teria a ressaltar é o final da trama, que tenta justificar as coisas malucas que aconteceram até então, sendo que para mim teria sido muito mais interessante se tudo tivesse permanecido totalmente sem sentido. No geral, não é um filme para qualquer um – além do humor pesado, ele conta com cenas não muito recomendadas para pessoas de certas idades – mas definitivamente é um filme que merece ser assistido por aqueles com idade, maturidade e cabeça para o compreender.

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