Resenha Ordinary World (2016)

Billie Joe Armstrong é Perry, um cara casado e pai de dois filhos que esta passando pela crise da meia-idade. Em seu aniversário de 40 anos, ele se da conta de que não consegue viver uma vida normal sem imaginar como seriam as coisas caso a banda punk da qual era vocalista quando mais jovem tivesse ido para frente. Eles tinham acabado de lançar o primeiro CD quando Perry descobriu que se tornaria pai, e então declararam um hiato que jamais teve fim.

Ao perceber que sua família não se lembrou de seu aniversário, e após conversar com seu irmão, com quem trabalha na loja de ferramentas que juntos herdaram do pai, Perry decide chamar seus amigos dos velhos tempos e dar uma festa em plena terça-feira na suíte presidencial de um luxuoso hotel em Nova York. Contudo, ele ainda tem tarefas não muito interessantes para realizar, como receber os pais de sua esposa em casa e comprar um violão para o show de talentos escolar no qual sua filha, Salome, apresentará uma canção.

Sky
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Sou suspeita para falar sobre isso uma vez que Green Day é minha banda favorita, mas Billie Joe parece muito confortável como protagonista de Ordinary World, sendo esse o primeiro filme estrelado por ele. Perry é uma versão de Armstrong que mostra como poderia ser sua vida atualmente caso Green Day, a banda da qual é vocalista e guitarrista, não tivesse alcançado e mantido o sucesso em todos esses anos de carreira. O personagem com visual nerd é desatento, esquecido e desastrado, além de cômico em muitos momentos. Sua frustração com a banda que não deu certo e a vida ordinária que leva faz com que o telespectador se identifique com ele; afinal, em meio a um cotidiano pacato, acho que pelo menos uma vez todos já imaginaram como seria levar uma vida tão agitada quanto a de um rock star. Quanto ao Billie Joe, ele é um artista multifacetado, e quem é fã de seu trabalho provavelmente vai gostar de vê-lo em mais um projeto desafiador.

Por outro lado, o filme é mediano em certos aspectos. Apesar de contar com alguns nomes conhecidos como Selma Blair e Judy Greer, o elenco foi algo que no geral não me agradou muito. Além disso, sinto que faltou algo para que a história funcionasse no que diz respeito ao drama e à comédia. Em alguns momentos, fiquei com a sensação de que a piada poderia ter sido mais engraçada mas por algum motivo não me fez rir; em outros, teria me emocionado mais com determinada cena caso a atuação tivesse sido mais intensa. Talvez isso acrescente um ar mais natural e humano a uma história que tenta mostrar justamente uma vida mediana na qual tudo é muito real. Contudo, ainda penso que alguns detalhes poderiam ter enriquecido a trama, tornando-a um pouco mais envolvente.

AlloCiné
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Por fim, a mensagem que Mundo Ordinário (título em português) busca passar é daquelas que aquece o coração, a trilha sonora é maravilhosa (olha o puxa-saquismo) e minha recomendação fica para aqueles que buscam uma história simples com a intenção de se entreter, além dos fãs de Green Day que provavelmente vão se orgulhar muito de Billie.

1 Comentário


  1. Excelente crítica! Concordo com tudo que foi escrito.
    O filme, infelizmente, é mediano.

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