Resenha O primo Basílio (Eça Queirós)

Resumo

O primo Basílio, de Eça Queirós, é um romance que se passa em Lisboa e narra um caso de adultério. A rotina do dia a dia de Jorge e Luísa, típico casal burguês que leva uma vida pacata, é interrompida por uma viagem que Jorge precisa fazer a trabalho. Este não sabe quanto tempo ficará fora; logo que parte, Basílio chega em Lisboa, também a trabalho.

Basílio é primo de Luísa e muitos não sabem, inclusive Jorge, mas os dois já tiveram um passado amoroso; porém, ele precisou deixar Lisboa, desmanchando seu noivado com ela através de uma carta. Luísa acaba superando a tristeza causada pelo rompimento, pois conhece Jorge e casa-se com ele.

Mas a volta de Basílio a cidade, somada a vaidade, desejo físico, e a solidão que Luísa sente devido à falta do marido, levam os dois a se aventurar em um caso amoroso que, apesar de secreto, não passa despercebido à vizinhança, muito fofoqueira, e que começa a desconfiar da até então fiel e ingênua esposa de Jorge.

A história conta também com Juliana, empregada da casa, que desempenha papel fundamental para os acontecimentos decisivos da trama. Muito insatisfeita com a vida de pobre criada, é capaz de tudo para ver-se livre da servidão à senhora da casa, Luísa, à qual inveja e detesta. Além dela, personagens secundários completam o elenco, com destaque para Sebastião, íntimo amigo de Jorge.

Juliescreveu
Juliescreveu

A obra, grande crítica à sociedade lisboeta da época, possui referências literárias e artísticas, riqueza em detalhes de ambiente, e é capaz de proporcionar diversas sensações ao leitor, que se amolece em relação a algumas personagens, se espanta com a frieza e caráter de outras, e, na maior parte do tempo, detesta a maioria delas.

Sobre o autor:

Eça Queirós foi autor naturalista e realista, que defendia a necessidade de a arte revolucionar a sociedade. Suas obras são polêmicas e ele é considerado um dos mais importantes romancistas do século XIX.

Opinião Pessoal

A leitura de O primo Basílio, devido a expressões já não usadas atualmente, pode ser um pouco complicada no começo; fui me acostumar com a escrita do autor somente depois de reler as trinta primeiras páginas do livro.

Na maior parte do tempo fiquei torcendo para que tudo desse errado no romance de Luísa e Basílio, que por sinal me deixava frustrada, por ser muito irresponsável e fútil. A história conta com personagens de todos os tipos de personalidade, porém terminei o livro sem ter escolhido a minha favorita, até porque todas são um pouco detestáveis. Sebastião, amigo de Jorge, era o único que parecia ter certo caráter naquele meio, mas depois, refletindo melhor, vi que ele não passava de um homem que não possuía opinião própria.

Mas a história é assim, não dá para ter uma opinião fixa sobre as personagens; elas passam por momentos de extrema alegria e extrema tristeza, se arrependem, não pensam nas consequências de suas atitudes e, mesmo quando refletem sobre o que é certo e errado, na hora H acabam agindo por impulso.

A narrativa, feita em terceira pessoa, focaliza as perspectivas de diferentes personagens, de acordo com o que está acontecendo. Na maior parte do tempo o foco é Luísa, mas o final, por exemplo, mostra a perspectiva de Jorge, o que, para mim, deu um ar de mistério em relação ao que acontece com Luísa.

A edição que li, publicada pelo jornal Estadão, tem no final uma seção de ajuda para melhor entendimento da obra, que foi muito útil para mim e abriu meus horizontes em relação às personagens e a história em si.

1 Comentário


  1. achei muito legal so que isso nao esta sendo bem uma resenha e sim um resumo mesmo assim obg

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