Resenha Noites de Tormenta (Nicholas Sparks)

Editora Arqueiro
Editora Arqueiro

Adrienne é uma mulher de 45 anos que foi traída e abandonada pelo marido e agora cuida sozinha de três filhos adolescentes. Paul é um cirurgião de sucesso que após certos acontecimentos em sua vida decide vender tudo o que possui e se mudar para o Equador, a fim de tentar passar um tempo com o filho, médico voluntário com quem nunca teve uma relação de afeto. Nesse momento turbulento de suas vidas, os dois passarão um final de semana em uma pousada em Rodanthe, onde enfrentarão uma tempestade buscando refúgio nos braços um do outro.

Começo contando o que achei a respeito desse livro já deixando claro que, após quatro obras lidas do Sparks, posso afirmar que, até o presente momento, Um Amor para Recordar é a exceção boa dele para mim. Noites de Tormenta não é ruim – esta longe de ser – mas não é nada mais do que OK, e é ai que mora o problema.

Apesar da escrita leve, leitura fluida e boa apresentação do background das personagens, o maior problema que tive com esse livro foi a falta de química entre o casal. Quando leio um romance romântico (o que não acontece com tanta frequência), o que espero é ser capaz de realmente acreditar no amor sentido pelos envolvidos, mas em Noites de Tormenta isso foi acontecer apenas nas páginas finais da história. Mesmo considerando que o livro não é longo, demorou muito até que o autor dissesse algo profundo o suficiente a ponto de me fazer acreditar que havia algo intenso entre Paul e Adrienne, o que tornou a história bastante sem graça por pelo menos 145 páginas (o livro possui 173).

O final definitivamente é previsível caso você já tenha lido algum livro do Sparks (ou não), mas confesso que até que gostei da mensagem que o autor tenta transmitir, mesmo levando em conta todos os clichês utilizados para atingir tal objetivo. No geral, o livro realmente não é grande coisa, mas se você for como eu, conseguirá extrair algo de bom dessa história “de amor”.

6 Comentários


  1. Oi, Julie. Você tem o mesmo problema que eu quando lia (já não me dou ao trabalho mais) os livros do Sparks: depois do primeiro livro, só conseguia enxergar a “fórmula” que ele usa para escrever e não mais a história em si (que, diga-se, quase nunca empolgam mesmo). Concordo contigo quanto a Um amor para recordar, mas acho que mesmo nesse, o filma capta muito melhor a intensidade do amor entre os personagens do que o livro. Quando o assunto é romance, acho que os autores sempre acabam no mais do mesmo, rsrs (e mesmo assim eu adoro ler romances!) Enfim… beijos

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    1. Nossa, arrasou Vanessa! Exatamente o que eu sinto em relação ao Sparks e alguns outros autores, não apenas de romances. O Dan Brown por exemplo, amo, mas todos os livros dele seguem a mesma fórmula. John Green também :/ haha
      Também adoro o filme de Um amor para recordar
      Beijos e obrigada!!!

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  2. Eu já não sou a mais fã de romances e nunca li nada do Sparks, então dificilmente escolheria esse livro para conhecer seu trabalho. Os filmes já são o suficiente pra mim rs. Sua resenha ficou ótima e direta.
    Beijos!

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