Resenha Everest

Variety
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Tensão é a palavra que define a atmosfera do filme Everest, baseado em uma história real ocorrida no ano de 1996 envolvendo três equipes de alpinismo.

Rob Hall é um alpinista profissional encarregado de levar um grupo de pessoas até o topo do monte Everest, localizado na fronteira entre a China e o Nepal. Essa não é sua primeira vez na montanha mais alta da Terra, portanto ele aparenta ter confiança de que tudo ocorrerá da melhor maneira possível, se a natureza colaborar. Ainda assim, é com receio que sua esposa grávida despede-se do marido quando ele a deixa para enfrentar esse perigoso desafio. Acontece que outros dois grupos pretendem iniciar a escalada no mesmo dia, e apesar do risco devido a enorme quantidade de pessoas envolvidas, os líderes decidem não alterar suas datas e fazer isso em companhia dos outros grupos. Contando com uma equipe de suporte preparada e experiente, a escalada é iniciada com uma boa previsão do tempo, mas uma terrível tempestade atinge o monte e coloca em risco a vida de todos os alpinistas.

Apesar do foco em Rob, o filme também busca retratar de maneira um pouco mais aprofundada a história de algumas das outras pessoas que participaram da escalada. A quantidade de personagens é enorme, e no final das contas a impressão que fica é que todas elas foram desenvolvidas de maneira corrida, superficial e até mesmo forçada. Confesso que algumas eu me esqueci de ter visto no início do filme, e quando elas fizeram participação em cenas mais importantes depois eu já nem sabia dizer quem eram. Esse é o maior ponto negativo que tenho para ressaltar a respeito da produção.

Apesar da atmosfera meio desesperadora, que aliás o filme consegue retratar de maneira bem-sucedida, no quesito fotografia ele foi muito bem feito e o resultado é admirável, além de um dos fatores que compensou a ida ao cinema. O desfecho pode ser surpreendente para aqueles que não sabem nada a respeito da história real na qual ele foi baseado. Desconsiderando alguns detalhes que incomodam e poderiam ter sido feitos de maneira diferente, o filme não deixa de ser bom, mas precisaria de muito mais para se tornar memorável. Potencial ele tem.

P.S.: Mesmo com as respostas dadas pelos alpinistas ao jornalista que também participou dessa escalada, é quase impossível compreender o motivo pelo qual eles saem do conforto de suas casas e famílias, abandonando tudo o que têm e sabendo do risco que correm ao fazer isso, principalmente se tratando da montanha mais alta do nosso planeta. Digam o que disserem, com todos os riscos que nós já corremos apenas por estarmos vivos, eu não sou capaz de entender a necessidade de se sujeitar a mais um. Outros esportes radicais, tudo bem; escalar outras montanhas, talvez. Mas o Monte Everest? Nem mesmo uma extrema paixão pela coisa é capaz de justificar, e o filme apenas reforça esse meu ponto de vista. 

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