Resenha Eu Falar Bonito Um Dia (David Sedaris)

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David Sedaris é um escritor, humorista e radialista norte-americano nascido no estado de Nova Iorque. Me Talk Pretty One Day (título em inglês) é uma coletânea de relatos autobiográficos publicada em maio de 2000. A coletânea é dividida em duas partes, sendo a primeira delas voltada para sua juventude no estado de Carolina do Norte, e a segunda para suas experiências em uma pequena cidade na França, onde passou a viver com o namorado Hugh Hamrick.

A edição em inglês que li de Eu falar Bonito Um Dia possui cinco páginas iniciais com comentários de diversas pessoas – especialmente jornalistas – expressando como o livro em questão é extremamente engraçado, muitos ainda com a promessa de que qualquer leitor vai morrer de rir com os relatos de Sedaris. Além disso, essa mesma edição que comprei usada vinha com uma dedicatória para uma certa Victoria escrita na contracapa por um certo Matt, também garantindo à moça que ela faria xixi nas calças de tanto rir com o livro. O livro foi parar em uma loja de usados porque talvez Victoria e eu tenhamos algo em comum: em meio a dezenas de pessoas que simplesmente adoraram o livro e o humor do autor, nós não demos risada em momento algum durante toda a leitura.

Eu consigo entender o motivo pelo qual muitas pessoas consideram o humor de David Sedaris genial, porque apesar da ausência de risadas, fui capaz de identificar a visão sarcástica e auto depreciativa do autor, que faz com que simples acontecimentos de sua vida se tornem extremamente cômicos (apesar de não cômicos o suficiente para me fazerem rir). Tem algo de ordinário em sua existência e o modo como ele a relata que faz com que não apenas nos identifiquemos com o autor, mas também tenhamos uma curiosidade em conhecer esse cara que sofre de insônia, fuma e bebe demasiadamente, vivia uma vida nada glamorosa tanto nos Estados Unidos quanto na França, recebeu uma nota ridícula em um teste de QI quando já era adulto após uma infância na qual atingiu zero progresso em suas aulas de fono, as quais era obrigado a atender devido a sua língua “preguiçosa”.

Além disso, Sedaris relata uma vida tipicamente norte-americana ao escrever sobre sua juventude, assim como relata a vida de um típico norte-americano vivendo em um país estrangeiro quando escreve sobre suas experiências na França. Talvez o fato de eu ser brasileira diga algo a respeito de eu não ter dado risada com a leitura de Eu Falar Bonito Um Dia. Ainda assim, a leitura como sempre é recomendada pelo simples fato de que eu gostar ou não de um livro não diz nada a respeito do livro, mas sim de mim mesma. Me contem nos comentários caso já tenham lido essa ou alguma outra obra do autor, e até a próxima resenha (que eu espero que não demore outros cinco anos para ser escrita).

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