Resenha A Órfã

Kate e John são casados e pais de Daniel e da pequena Max, deficiente auditiva. Ao passar pelo aborto do terceiro filho, decidem adotar uma criança e lhe dar todo o amor que dariam para a que viria ao mundo. No orfanato conhecem e adotam Esther, uma inteligente e adorável garota de nove anos, que possui talento para a pintura e veio transferida da Rússia.

A menina e a nova irmãzinha Max logo se tornam companheiras em tudo; ao contrário, com Daniel a relação possui diversos atritos, principalmente pelo fato de ele a considerar estranha e recusar aceitá-la como membro da família. Acontece que o garoto não estava errado a respeito de Esther, que em pouco tempo começa a apresentar um comportamento distinto e maduro demais para sua idade. Não demora até que ela e a mãe adotiva passem a enfrentar conflitos cada vez mais frequentes em seu convívio; Kate já passou por péssimas fases em sua vida pessoal, que a fazem duvidar de sua capacidade de ser boa mãe e esposa, e a garota parece se aproveitar dessas circunstâncias, usando-as contra ela.

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Se torna cada vez mais evidente para Kate que estranhos acontecimentos acompanham Esther em todos os lugares por onde passa. Contudo, é difícil para John acreditar que há algo de errado com a garota, uma vez que em sua presença ela age de maneira adorável, contribuindo para a criação de um laço cada vez mais afetivo entre os dois. Kate sente que a filha adotiva conspira contra sua vida familiar, mas os filhos não se abrem com ela, e o marido continua a julgá-la pelos transtornos e problemas com o álcool que a mulher enfrentou no passado, não acreditando em suas suspeitas e desconfiando de sua palavra.

Para o expectador não fica oculto durante a trama que além de estranha e dissimulada, Esther é extremamente malvada e violenta. O mistério gira em torno do motivo que leva uma garota de apenas nove anos a apresentar um caráter e comportamento tão perturbado e assustador. Por que razão a órfã odeia a mãe adotiva, mantém a amizade com Max a base de ameaças, parece querer se livrar de Daniel na primeira oportunidade que tiver, e age como uma pessoa completamente diferente na frente do pai?

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A família se encontra em um perigo cada vez maior enquanto Kate tenta desvendar o misterioso passado de Esther, e John age como um completo idiota em meio a tantas evidências contra a órfã.

Com destaque para a atuação de Isabelle Fuhrman (Esther), o filme é instigante e envolvente, capaz de impressionar com os quesitos psicológicos envolvidos e com a aflição proporcionada. Difícil não ficar ao menos ansioso para descobrir o que há de errado com a assustadora garota, e de que maneira a família conseguirá escapar do pesadelo que a vida se tornou após sua chegada.

10 Comentários


  1. Nooossa, Julie! Aqui, rola um medinho de filme de terror! (Sei que esse deve ser mais suspense, mas ainda assim…)
    Para o seu gosto, vc daria quanto? 5 estrelas?
    Beijos!

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    1. Na verdade eu também não gosto muito de filmes de terror, a maioria dos que eu já assisti não tinha uma boa história e eram exagerados nas cenas para dar sustos. Esse filme eu já assisti três vezes, e gostei dele nas três. É claro que na primeira vez foi muito mais emocionante, acho que me senti até perturbada depois, mas o filme realmente tem uma boa história, o fato de ser apenas uma garotinha pode ser assustador (comigo também rola um medinho), mas o legal é que não é só isso, sabe? 5 estrelas, Natasha!
      Beijos.

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  2. Sempre pensei que A Orfã fosse um filme de terror e fugia dele, depois dessa resenha vou até tentar assistir (ainda com receio, claro). Espero gostar tanto como você.

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    1. Olha, Meiri, ele da um medinho sim, eu mesma fiquei na primeira vez que assisti. Mas é de uma forma diferente, porque o que perturba é o fato de ser uma garotinha a fazer coisas tão violentas. Recomendo bastante, mas se você não gosta nem um pouquinho de filme de terror, talvez não goste desse, apesar de ele ser mais um suspense mesmo.

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        1. Eu sei que ela é uma mulher, mas quando voce assiste pela primeira vez, pensa durante boa parte do filme que é uma garota. Sem contar que é uma atriz crianca

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    1. Eu tambem, apesar da aflicao! E assisti mais uma ou duas vezes depois, de tanto que gostei 🙂

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