Resenha A mão e a luva (Machado de Assis) *Contém spoiler

Colégio Marista
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Estevão e Luís Alves são amigos de faculdade; o primeiro lastima o fato de Guiomar, por quem é perdidamente apaixonado, não sentir nada por ele. Seu amigo, moço ambicioso e bastante esperto, procura ajudar o outro, dando-lhe conselhos e ouvindo seus desabafos.

Dois anos depois de se formarem na faculdade, os dois se reencontram, Luís Alves ingressando na carreira política e Estevão ainda um iniciante. Um dia, na casa do amigo, Estevão descobre que na casa ao lado mora ninguém menos que Guiomar, e revê-la reacende sua paixão, dessa vez de forma mais intensa. Ela, porém, que vivia com a madrinha desde a morte de sua mãe, ainda é indiferente em relação ao rapaz. Sua madrinha ambiciona o casamento da afilhada com Jorge, seu sobrinho, outro que não desperta interesse algum na moça.

O que Guiomar procura, de modo bastante apático, é casar-se com um homem que a ajude a realizar seu sonho de ascender na sociedade. Com uma reviravolta na história, descobre em Luís Alves um pretendente, e este acaba sendo o escolhido, tanto por seu amor quanto pelo fato de ter sido eleito deputado.

A mão e a luva, de Machado de Assis, é um romance frio e racional, que mostra maior preocupação com dinheiro e status social do que com o amor em si. Sua narração, em terceira pessoa, evidencia a cada hora o ponto de vista de determinada personagem, todas distintas e aprimoradas. É um livro curto, com uma linguagem não muito complexa e sem rodeios narrativos.

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