Resenha A Colina Escarlate

Produzido pelo diretor mexicano Guillermo del Toro, o filme A Colina Escarlate se passa no século 19 e conta com romance, drama, suspense e fantasia. Edith (Mia Wasikowska) é uma jovem escritora que vive com o pai em Buffalo, no estado de Nova York. Quando muito pequena perdeu a mãe para uma doença e pouco depois disso foi visitada por seu fantasma, que lhe trouxe um recado ao qual ela nunca compreendeu. Foi sua primeira experiência com algo sobrenatural, e depois disso ela nunca teve dúvidas a respeito da existência de fantasmas.

Quando o misterioso Thomas (Tom Hiddleston) sua irmã Lucille (Jessica Chastain) chegam na cidade vindos da Inglaterra a fim de conseguirem investimento para um projeto, Edith acaba se apaixonando pelo inglês, mas seu pai descobre sérios motivos para impedir uma possível união entre eles e o suborna para que parta o coração da moça e volte para seu país. Algo muito trágico acontece, contudo, e Edith casa-se com Thomas, se mudando depois disso com o marido e a cunhada para a centenária e macabra casa onde os irmãos moram na Inglaterra.

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A jovem logo percebe que a mansão em ruínas que se tornou seu lar não é estranha e sombria apenas na aparência. A argila que toma conta da propriedade impede o cultivo de qualquer alimento, se infiltra pelos buracos da casa e mancha a neve de vermelho no inverno. Quando Edith descobre que por conta disso o local é chamado de Colina Escarlate, o recado que anos antes foi dado pelo fantasma de sua mãe faz sentido e ela passa a ter certeza de que corre risco de vida ali.

De macabro e extremamente sombrio o filme não tem tanto assim quanto aparentava no trailer. Sua história demora para prender a atenção, e no final das contas acaba sendo previsível e muito mais fraca do que o esperado. Os fantasmas são um tanto quanto decepcionantes em sua aparência, e fica a impressão de que se tornam ainda mais desconexos com o desenrolar dos acontecimentos.

As falas da protagonista no início do filme e o livro que ela escreve nos dão diversas dicas do que acontecerá ao longo da trama, quase como se a mesma história acontecesse paralelamente. Edith inclusive diz que os fantasmas sobre os quais ela escreveu são uma metáfora para o passado, enquanto seu editor pede a ela que desenvolva um romance em meio a eles para lhe convir mais de acordo com a idade que ela tem.

O Sul
O Sul

Apesar de tudo isso, a atmosfera do filme consegue fugir do habitual, e apenas quando ele terminou percebi estar com aquela sensação de ter ficado durante um bom tempo em uma outra época, um outro universo. O figurino é encantador e o cenário muito bem feito. Apesar de quase nada impressionante, creio ser um drama muito bom para os apreciadores do gênero, principalmente se assistido sem muitas expectativas, causadas na maior parte pelo trailer cheio de suspense. No final das contas, ele acaba por possuir uma profundidade se não maior, diferente daqueles filmes “mais do mesmo” que estamos tão acostumados a assistir.

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