Resenha A Autópsia

O cadáver de uma mulher é encontrado no porão de uma casa onde ocorreu um crime brutal. O corpo não possui ferimentos aparentes, e logo é mandado para o necrotério para que seja feita uma autópsia capaz de revelar a causa da morte. O legista e seu filho, que o ajuda como assistente, dão início àquela que se torna a autópsia mais macabra de suas vidas; quando abrem o corpo da moça, são encontrados sinais de violência e tortura que sem sombra de dúvida teriam deixado marcas exteriores, mas que por algum motivo misterioso, simplesmente não o fizeram.

Boa parte do filme se passa no ambiente fechado do necrotério de Tommy Tilden (Brian Cox), onde ele trabalha com seu filho Austin (Emile Hirsch). Tudo é desenvolvido para que tenhamos a perfeita sensação do confinamento no qual eles se encontram, e a atuação dos atores acaba por ter bastante destaque, uma vez que na maior parte do tempo eles contracenam apenas entre si. Além do mais, o cadáver foi interpretado pela atriz Olwen Catherine Kelly, e as cenas da dissecação de seu corpo são de causar aflição em qualquer um.

heyuguys
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A Autópsia é um filme de suspense e terror, que procura nos horrorizar ao invés de apenas dar sustos, fazendo uso de fatores psicológicos e repulsivos. A história prende e não cria mais do que o necessário para nos levar a um desfecho satisfatório e convincente. Contudo, não passa de um bom filme, ficando longe do sensacional que nos faria temer e refletir a respeito por dias. Uma boa pedida principalmente para os interessados em anatomia, necrotérios e investigação médica/criminal.

Dirigido pelo norueguês André Øvredal (Caçadores de Trolls), The Autopsy of Jane Doe (título em inglês) foi lançado no Brasil no dia 4 de maio de 2017. Jane Doe é como é chamado um cadáver feminino não identificado nos EUA. Abaixo, confiram o trailer do filme:

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